quarta-feira, 20 de abril de 2011

A caminho do trabalho.

Lá estava eu, vestindo uma calça jeans com uma blusa aberta e os cabelos soltos. Já estava quase no fim do meu trajeto matinal e estava atrasada. Como sempre eu escrevia em meus rascunhos e esperava ver a imagem dos meus pequenos 3 amiguinhos que sorriem pra mim quando vão para o colégio. Já tinha dado bom dia a eles quando eu sinto uma mudança na pista, os carros passavam bem rápido por mim. Mas o que vinha na sequência estava quase parando, só estava acompanhando os meus passos... vendo pelo canto do olho percebi que a cor do carro era preta e que só havia uma pessoa dentro, que por sinal estava ouvindo uma banda de forró (dessas conhecidas). Eu disfarçei, desejei muito que meu trabalho fosse na próxima esquina, passei a mão no cabelo, olhei o relógio, abri a bolsa; fiz de tudo para que ele sacasse que eu não queria conversa. Mas ele foi acompanhando fielmente os meus passos até que.. me viro em direção ao carro e olho pro motorista que estava guiando-o. Ele acena, pisca o olho e manda um beijinho com bigode. Fez sinal com a mão para que eu entrasse, eu estava muito confusa.. eu queria entrar e chegar rápido no trabalho, hoje era o dia que ganhariamos chocolates de páscoa, mas estava receosa de que a conversa dele me tomasse tempo demais e não chegasse a tempo de fazer a limpeza. Ele insistia! Buzinava e mantia a mesma conversa. Eu confesso que já tinha o visto umas vezes na vida, talvez muitas vezes, talvez ele fizesse parte de meu cotidiano. Eu neguei a carona que levaria, a risca, 2 minutos para acabar.
Pedi a benção e desejei um bom trabalho, adeus tio chato.


Garganta inflamada, sozinha, dia 20 e às 22:40hs.

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