quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Fome.

Um mendigo me ouvir gritar teu nome
ele nunca conheceu esse tipo de fome
Perguntou aos céus: o que é que ele come?
Mas dormiu sem saber se era bicho ou se era homem.

Acordou e me viu sentada, dividindo a mesma calçada
me sacudiu, viu que eu não estava morta só desacordada.
"Essa fome não mata" - pensou ele catando uma lata
se ela sente e não morreu, imagine eu que não sinto nada.

Acontece que antes do meio-dia, já sentíamos o vai-e-vem
as praças sem energia descontavam a raiva em alguém,
e a gente disputando um vazio que não sabíamos de quem.
Olhei para aquela esquina, vi um doce de menina, e mais ninguém.

Estávamos sós
Estávamos famintos
Ambos distintos
E corações com nós.

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