quinta-feira, 31 de março de 2011

19:14hs.


O amor não é, o amor são!
Maria Luiza Macêdo.

Conversa a um. [parte 2]


"O que está acontecendo?" - Eu pergunto pra mim. Mas a resposta eu não sei, digo a mim somente o que quero ouvir e, na maioria das vezes, é uma doce ilusão inventada por mim. Pra me proteger!
"Como eu fui ficar assim?" - Perguntei de novo. E eu respondi que vou piorar, mais 40 graus de mãos geladas, enjoando de pessoas, olhos vermelhos de raiva, delirios e o mesmo diagnóstico: rotina agúda. Nada que um fim de semana não ajuded a aliviar. O meu drama é que eu não sofro só de rotina agúda, eu também amo, faço planos e jogo rascunhos fora.
"Deixe de ser boba!" - Eu gritei pra mim. Deixe de ser boba que nada será mais diferente de algo que eu já vivi. Sempre indo aos mesmos lugares, cortejando as mesmas pessoas e ganhando as mesmas migalhas quem chamam de gratidão e carinho. Mas eu não acredito nisso, minha bengala é mais sólida que qualquer desilusão.
"MENTIRA!" - E deixo os vizinhos ouvirem minha discussão. Você é totalmente sentimental, liga pra tudo que vê e dá valor às coisas erradas! És dependente e nunca destes um passo sem o apoio de alguma emoção. Você fala demais, mistura tudo e ainda é transparente. Nessa hora os vizinhos já sabem de tudo e estão vindo me dar alguns tapinhas nas costas e dizer que tudo vai passar, e que todos passam.
"Cale-se" - Tentei retrucar! Eu não tenho o menor crédito pra falar de mim, sempre querendo ser durona mas que no fundo nunca sequer foi forte. Sempre soube como perder, já dizia eu mesma. E vai ficar pior pois vou falar na tua cara tudo que eu penso de mim.
"Mais baixo, não quero que os outros saibam." - Quis ser fina. Ninguém precisa saber que eu sou uma frágil e vulnerável pessoa, que eu dependo das palavras de alguém pra sorrir o resto da tarde, que eu sonho em ter muitas coisas, que eu faço um futuro quase brilhante pra mim e que eu espero muito de tudo.
"Sem graça!" - Ironizei o que eu disse, eu acabo de falar tudo que eu ia dizer sobre mim. Não há mais espaço, literalmente, não há mais. Não há mais romance, não há mais músicas, não há versos e nem poemas que façam com que eu mude agora.
"Prossiga.." - Interrompi. Vou em frente, agora é um dia após o outro e algum detalhe emotivo que me faça não desistir dessa reta.

Eu sempre digo pra mim o que quero ouvir, sempre. Mas quase nunca eu me faloa verdade, existem suas excessões e eu vou aprender a conviver com elas. Perdi o controle de tudo quando eu abri o jogo comigo, sei que deveria ser mais firme.. mas eu nunca nem fui forte, como poderia aparentar firmeza agora? Preciso de mais um rótulo e qual seria? Preciso me esconder atrás de mais um emblema, mas essa conversa não para por aqui!

às 13:41hs desta quinta.

terça-feira, 29 de março de 2011

21:42hs!

Rimas fáceis são tão doces aos ouvidos, mas não garantem o conforto da alma. Por isso trago palavras brutas, como um diamante bruto.. tem valor mas não foi adaptado às pessoas, palavras sem terminações sonoras que rimem com flores ou com dias ensolarados. Rimo vida com luta, amor com privilégio, sonhos eu rimo com esperança, mentira com pessoas e minha vida vira um versinho de capa de caderno onde ele retrata minha história constante em poucas linhas que dizem muito. Torto, um versinho torto onde não há rima que me faça maquear minhas amarguras. Mas minhas alegrias são transparentes e minhas vitórias são verdadeiras como têm que ser... e não como capricho estético que as pessoas insistem em criar.

Eu me rimo com realidade.
Você, tua vida, rima com que som?

segunda-feira, 28 de março de 2011

21:52hs.




Kaua e rangiruatia te ha o hoe te e korewaka tatou ae u ki uta.

quinta-feira, 24 de março de 2011

15:46hs (no trabalho)

Caminhando com um só propósito avistei a lua e ela estava tão clara como o céu azul que ela enfeitava, já era dia e a lua não estava no seu lugar. Assim como eu. Eu andava só pra chegar, pra ficar e marcar presença com alguma gota de minha essência que passou do prazo de validade. Eu quis tanto chegar que acabei me perdendo no caminho, assim como a lua. Eu deixei-me tingir os olhos, depois a cor dos cabelos, eu já nem usava mais roupas e estava tão transparente quanto ela. Ela, a lua, me entendia e me apoiava quando eu pensava em ficar perdida pra sempre. Na conversa tida em um levantar de cilios ela me falou que eu não tenho que chegar, que se perder é necessário e que o valor da chegada foi subtraído por outros grandes valores. Quem chega corre, quem corre cansa, quem cansa nunca está satisfeito. É aí, quando estamos cansados, que pensamos religiosamente igual. Sempre perguntando a si mesmo se o que está fazendo é certo e se vale a pena fazer esse certo, perguntamos se queremos mesmo chegar e se vai haver alguém te esperando nesse lugar. A lua me ensiou que às vezes eu tenho que partir para que valha a pena algo na vida.
O valor das coisas não está onde você quer, mas no que você nem sequer pode ver.

terça-feira, 22 de março de 2011

19:37hs.

Confesso que eu choro quando ouço Dezesseis, do Renato Russo. :X

segunda-feira, 21 de março de 2011


Ser amado não é receber milhões de depoimentos em orkut, não é aceitar todos eles, não é aparência e nem é imagem, não é gritar para que o mundo ouça e nem é calar para que ninguém saiba, não é decorar datas e nem saber o significado delas. É não dar significado à datas, mas a todos os momentos que se passa com quem ama. É dizer, nos momentos em que o sentimento grita, que aquela pessoa.. só ela é a que merece todas as palavras de amor ditas. É deixar de lado os enfeites supérfulos de qualquer relacionamento e deixar-se levar pela naturalidade das coisas. É amar sem saber que está amando e quando dada a conta valorizar gestos e sorrisos, lapidar defeitos e imperfeições, aceitar (mesmo que com dor) algum espaço requerido. É amar e amar.



Postado no fotolog em 21 de março de 2011.

20:35hs.


Subi no ônibus, "Bom dia". Passo na catraca avistando um assento, me acomodo e ponho-me a ouvir minhas músicas num jeito meio autista cotidiano. Três paradas após a que eu apanhei o coletivo vejo subir um casal de velhinhos pela porta do meio, ofereci, gentilmente, o meu lugar no ônibus pra que a senhorinha de cabelos alvos se sentasse... ela se recusou, pois havia havistado um lugar mais próximo que o meu. Ela sorriu e agradeceu complementando com um pedido: você pode deixar ele sentar aí, minha filha? Me levantei automaticamente e deixei o seu marido ocupar o meu lugar! Claro, sentei-me um pouco mais distante de onde eu estava.. só pra poder observar com delicadeza a delicadeza dos dois. Desliguei o Ipod e eu só queria ouvir o barulho dos carros passando rápidos na pista. A moça que sentava do lado da velhinha se levantou e pediu parada e quando a velha senhora ia se exaltar para chamar o seu esposo para dividir o assento.. um humano mal-educado sentou antes que a cadeira esfriasse. Diferente de você, ela se ajeitou no seu assento e aproveitou a viagem. Alguns poucos minutos depois um moço se levantou do assento dos cadeirantes e o velho senhor pegando nos braços tremulos da velhinha sugeriu a ela que fosse se sentar naquele lugar recém-desocupado. Ela levantou e sem conseguir se locomover muito bem sentou-se no local onde o amado pediu. Diferente de você, ele não voltou a sentar-se... se posicionou ao lado dela e no sacolejo do ônibus ficou de pé a viagem inteira. Vez ou outra ele tirava da bolsa de palha que carregava uma garrafa com água, numa dessas vezes com um comprimido para a sua cônjuge. Inquieto ele olhava pelas janelas, segurava a mão de sua amada, olhava todos no ônibus e voltava os olhos cuidadosos para a sua, aparentemente, querida. Essa viagem, para mim, teve bastante valor.. não o ônibus Alto Santa Isabel em si, mas os dois mais velhos passageiros que ali estavam. Só por estarem ali, cuidando um do outro. Eles eram mãe & recém-nascido ao mesmo tempo, eram tanto indefesos quanto fortes para defender. Eles tinham inocência e armaduras, não um pro outro.. mas um pelo outro. E o amor era vivo naqueles cabelos brancos que já se faziam abatidos, naquelas mãos tremulas que seguravam um ao outro, naqueles sorrisos por passarem num lugar, por eles, antes frequentados. Um velho amor, mas não desgastado. Era bonito de se ver como ainda se admiravam com o outro, como havia mais estrada no caminho dos olhares entre os dois. Tirei o meu chapéu para tamanho conjunto de paciência, afeto e equilíbrio visto em, somente, duas pessoas. É para isso que devemos dar valor, não a amores rotulados eternos feitos somente para cumprirem um padrão em orkut, shopping e presentes por obrigação. É disso que falam as músicas que você ouve e corre pra mandar pro seu namorado de 14 anos que não sabe escrever "comprienção/passiencia/equilibril/sacrifissil/confiansa&lassos infiziveis"!

Confesso sim! Sem vergonha de ter vergonha que é assim que quero me ver quando eu começar a pintar os meus cabelos brancos e você pedir que os deixe naturalmente pelo fato de achá-los bonitos em mim.

sexta-feira, 18 de março de 2011

00:08 hs!

Tomei umas cervejas e me dei o direito de julgar as pessoas ao meu redor. Lógico que não farei isso em público, mas se me perguntares uma opinião eu te darei. :*
Estou tão insatisfeita.

terça-feira, 15 de março de 2011

21:08hs.

A de Gordo. ♥ é assim que escrevo tal frase de concordância divergente da correta.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Conversa a um. (14:57hs)

Precisamos conversar. É isso! Teremos uma conversa séria onde decidiremos as nossas vidas. Saberei se contuniarás costurando a minha sombra como fazes todos os dias ou se voltarás pro lugar de onde viestes e nunca mais aparecerás na minha frente.
O dia desta conversa chegou, a hora dela já passou.. eu preciso conversar comigo mesma e eu não vou escapar.
Quero saber de mim se eu sei aonde eu quero chegar, se vale a pena chegar lá e se há algo, realmente, compensante para mim. Só para mim, não para eu. No meio da conversa eu me interrompo e grito: NÃO É DA MINHA CONTA, e fique na minha! Eu, espantada claro, calei-me e depois de segundos longuíssimos refiz minha pergunta: Aonde eu quero chegar? De repente eu me vi tranquila e serena, com a voz doce e meiga respondendo que não tinha planos para mim e que eu poderia decidir isso sozinha, a sós.
Eu disse a mim que queria, somente, ter. Eu não quero chegar a lugar algum, no momento. Preciso ter.. um sossêgo, um lar, uma paz, um amor e uns sorrisos reservas pra quando eu chorar. Mas eu olhou pra mim e sorriu, não aquele sorriso que esperamos quando dizemos um 'eu te amo' ou um 'passei naquela prova super dificil'.. foi um sorriso sarcástico onde ela ironizou todo o meu sonho e pisou nas minhas vontades. Dizendo em um só sorriso sarcástico que eu não ia a lugar algum com essas minhas vontades banais, e rotuladas, idiotas.
Então eu baixei a guarda por mim. Calei-me, sangrei sim, no começo. Virei algumas páginas e segui, eu ainda não vejo o fim dessa estrada.. acho que estou meio distante, sei que quero chegar no final, mas também sei que não quero terminar o que comecei.
Eu disse pra mim que não chegaria a um lugar tão ensolarado e colorido como no sonho, mas que eu chegaria num lugar que existia.. rodeado de pessoas que existem de verdade, onde tocam musicas que falam a verdade e não se perdem por sonhar demais.
Cheguei pra mim e decretei: essa conversa não para por aqui!

12:41hs.

Não sou eu quem vai achar tudo que se foi perdido. Eu sinto...

sexta-feira, 11 de março de 2011

08:33hs (no trabalho)

Talvez eu seja pequena demais para ser útil. Talvez a culpa nem seja minha, talvez nem haja culpa. Sabe quando você se sente injustiçada sem haver julgamento? Não é disso que eu estou falando. Sabe quando você se sente culpado por algo que nem chegou perto de fazer? Também não é disso que falo. Mas sabe quando você tem algo rolando sobre você e você nem sabe como utilizar seu sistema de defesa? Enfim, não é nada disso que eu estou tentando dizer.
Acabei de entrar num mau momento. Beijos e vou voltar ao trabalho (k)

quinta-feira, 10 de março de 2011

12:06hs (no trabalho).

Levantar de manhã e, logo após, ter para onde ir. Ter uma desculpa pra não poder fazer mais nada o dia inteiro. Chegar a noite e ter quem abraçar, contar sobre o incrível dia de trabalho e adormecer sem muitos esforços.
O rotulo de Minha Rotina. Ela é exatamente assim, porém eu deixo os detalhes pra quem a vive comigo e não preciso descrevê-los para que me acompanhem. Siga-me e viva, faça parte, colabore, mude, aconteça.
Minha Rotina, querida, para os íntimos: vida.


alguns apenas resmungam por ter uma, outros fazem questão de negar que possuem a tal. mas eu faço o possível para que minha rotina esteja sempre em metamorfose (contradição?). Eu sigo meu trajeto, muitas vezes, saio da linha, te puxo comigo. É legal, às vezes, admitir que você está preso à algo.. mesmo que o resto do mundo o rotule como algum bicho (waarhg)!
Escrevo à Minha Rotina, que me faz companhia todos os dias e que não me deixa ser igual sempre.

quinta-feira, 3 de março de 2011

21:44hs.


Vai ser a primeira vez que eu vou te ver desde que eu morri de saudades. A gente vai se abraçar, sorrir um pro outro mesmo que não estejamos bem. Você pode me trazer mil noticias ruins e eu não vou dar ouvidos, não pela devida importãncia de cada uma delas.. mas pelo fato de só querer te ter no silêncio e na eternidade dos nossos carinhos. Deixaremos que eles falem e que transpareçam tudo o que nós queriamos dizer e não o fazemos pelo simples motivo de não querer perder tempo. Talvez, quando os nossos corpos voltarem a se acostumar um com o outro trocaremos algumas duas ou três palavrinhas de amor e voltaremos a dormir e sonhar que estamos juntos pra não ter que acordar novamente e voltar pra toda rotina que nos cerca. Estaremos perdidos onde nuncam vão nos encontrar, mas quando voltarmos estarás sempre em mim para que eu possa nunca me esquecer da tua essência.



Noiei! i'm so sorry, a inspiração se perdeu lá pela 3ª linha :~
É o sono, um beijo pra quem tá começando a frequentar isso aqui.. tô gostando de ver as minhas estatisticas!

Beijo da gorda :*

21:35hs


Dizem que as pessoas costumam sonhar com seus medos, seja ela da intensidade que for. Pois acho que é isso que acontece comigo toda boite quando eu durmo e meu subconsciente age. Me pego sempre sozinha nos meus sonhos, e meu medo não é ficar sozinha totalmente.. sem ninguém ao meu redor. O meu medo de ficar sozinha é porque eu encontrei um par, que mesmo distante não me deixa ser impar nunca. Me vejo sem ele, me vejo impar quase sempre em meus sonhos. Não coloco a culpa em ninguém, mas seria bom achar alguém pra jogar toda a parte suja dessa história! Sei que sonhos noturnos não merecem tanto valor quanto os diurnos, que somos nós quem fazemos para nós mesmo. Então, espero não mais sonhar assim.. sozinha.
Acho que esse é o meu medo, ser impar. Gosto tanto de ser par.

quarta-feira, 2 de março de 2011

21:03hs.

Carajo! Desde ontem eu estou postando as músicas que ouço sempre às 21:02 da noite. Ah, para com isso.

21:02hs

DON'T STOP BELIEVIN' @ JOURNEY

Just a small town girl
Livin' in a lonely world
She took the midnight train going anywhere
Just a city boy
Born and raised in South Detroit
He took the midnight train going anywhere

A singer in a smoky room
The smell of wine and cheap perfume
For a smile they can share the night
It goes on and on and on and on

Strangers waiting
Up and down the boulevard
Their shadows searching in the night
Streetlights people
Living just to find emotion
Hiding somewhere in the night

Working hard to get my fill
Everybody wants a thrill
Payin' anything to roll the dice
Just one more time

Some will win, some will lose
Some were born to sing the blues
Oh, the movie never ends
It goes on and on and on and on

Strangers waiting
Up and down the boulevard
Their shadows searching in the night
Streetlights people
Living just to find emotion
Hiding somewhere in the night

(3x)
Don't stop believin'
Hold on to the feelin'
Streetlights people


-
Música boa, velha e que me lembra meu quarto de são paulo. Onde essa música tocava muito!

quarta-feira, 02 de março. às 20:21hs!

Eu não perdi o meu cãozinho quando o levava
para passear, eu não deixei meus melhores
amigos na minha cidade natal, nunca fiquei
inferma a ponto de escrever um testamento,
e nem tenho grandes problemas com a sociedade,
nunca precisei vender a minha guitarra para
fugir de casa, não recebo más notícias por
telegrama, o interior onde moro é calmo e pacífico,
meus pais sempre me entenderam e ninguém
nunca esquece o dia do meu aniversário.
Minha vida não se encaixa numa música triste de rock dos anos 90, mas você é aquela pessoa que sempre aparece para tornar os refrões mais doces e que fazem valer uma vida.

Eu te amo. Gordo ♥


Ah! vocês entenderam. :$

terça-feira, 1 de março de 2011

21:02hs

BIG CITY NIGHTS @ SCORPIONS

When the daylight is falling down into the night
And the sharks try to cut a big piece of life
It feels alright to go out to catch an outrageous thrill
But it's more like spinning wheels of fortune
Which never stand still

Big city, big city nights
You keep me burning
Big city, big city nights

When the sunlight is rising up in my eyes
And the long night has left me back at somebody's side
It feels alright for a long sweet minute like hours before
But it's more like looking out for something
I can't find anymore

Big city, big city nights
You keep me burning
Big city, big city nights
Always yearning

There is no dream
That can't make true, if you're looking for love
But there's no girl
Who's burning the ice from my heart
Maybe tonight!

Big city, big city nights
You keep me burning
Big city, big city nights
Always yearning
Big city, big city nights
You keep me burning
Big city, big city nights
Always yearning

-

Ouvindo.

terça-feira, 01 de março de 2011. às 20:49hs!

Eu tenho uma memória fotográfica. Ás vezes isso me é tão bom e proveitoso, noutrora me pego passando por cada perrenge intimo por lembrar de coisas inlembráveis. Quando passo por algum momento eu o gravo, esqueço com o tempo.. do mesmo jeito que as fotos se apagam. Mas existem coisas que você faz questão de preservar, de cuidar e manter viva sempre.. é assim com alguns bons momentos de minha vida. Eu os gravo com tanto fervor e os lembro com tanta frequência que chego a vivê-los todos os dias só pra não correr o risco de perdê-los. Eu vivo de momentos, e sendo assim tenho que preservá-los.. assim como as fotos boas ficam sempre nos melhores albuns.
Então vá viver, fazer suas memórias e não se preocupe se alguém vai vê-las ou não. Guarde-as somente para você, assim como a sua vida. Mas os momentos? compartilhe sempre que puder.. pois olhar as fotos onde estais sozinho é alimento pro ego e fermento para a solidão.
Sorria, você está saindo da/na minha foto.

21:23hs!

Não dá pra ser única num mundo onde há tantas outras melhores que eu, não faço faculdade de boa menina mas sei que existem várias gurias se perdendo pra ter a tal boa conduta, eu não tenho os cabelos mais estirados do mercado e nem cuido dos que tenho, não tenho nenhuma qualidade que outra também não tenha, não sei dar atenção, não sei fazer carinho, meus abraços são tapinhas nas costas e eu não como do pirão de qualquer um. Sinto saudades, choro, sorrio com frequência e morro de raiva, às vezes. Não uso parágrafos, tenho uma ortografia péssima e não sei mecher com palavras. Se você for tentar me decifrar nem abra a primeira página, ela é a mais complicada de todas. Ela retrata toda a dor da minha mãe tentando colocar pra fora algo que ela nem sabia se valia a pena ou não, me aguentou e me presenteou com o mundo nas costas, é realmente algo complicado de se entender. Enfim, guardei esse rascunho por tanto tempo aqui, mofando, só pra postar num dia comum como este pra dizer besteiras que ninguém lê.