Precisamos conversar. É isso! Teremos uma conversa séria onde decidiremos as nossas vidas. Saberei se contuniarás costurando a minha sombra como fazes todos os dias ou se voltarás pro lugar de onde viestes e nunca mais aparecerás na minha frente.
O dia desta conversa chegou, a hora dela já passou.. eu preciso conversar comigo mesma e eu não vou escapar.
Quero saber de mim se eu sei aonde eu quero chegar, se vale a pena chegar lá e se há algo, realmente, compensante para mim. Só para mim, não para eu. No meio da conversa eu me interrompo e grito: NÃO É DA MINHA CONTA, e fique na minha! Eu, espantada claro, calei-me e depois de segundos longuíssimos refiz minha pergunta: Aonde eu quero chegar? De repente eu me vi tranquila e serena, com a voz doce e meiga respondendo que não tinha planos para mim e que eu poderia decidir isso sozinha, a sós.
Eu disse a mim que queria, somente, ter. Eu não quero chegar a lugar algum, no momento. Preciso ter.. um sossêgo, um lar, uma paz, um amor e uns sorrisos reservas pra quando eu chorar. Mas eu olhou pra mim e sorriu, não aquele sorriso que esperamos quando dizemos um 'eu te amo' ou um 'passei naquela prova super dificil'.. foi um sorriso sarcástico onde ela ironizou todo o meu sonho e pisou nas minhas vontades. Dizendo em um só sorriso sarcástico que eu não ia a lugar algum com essas minhas vontades banais, e rotuladas, idiotas.
Então eu baixei a guarda por mim. Calei-me, sangrei sim, no começo. Virei algumas páginas e segui, eu ainda não vejo o fim dessa estrada.. acho que estou meio distante, sei que quero chegar no final, mas também sei que não quero terminar o que comecei.
Eu disse pra mim que não chegaria a um lugar tão ensolarado e colorido como no sonho, mas que eu chegaria num lugar que existia.. rodeado de pessoas que existem de verdade, onde tocam musicas que falam a verdade e não se perdem por sonhar demais.
Cheguei pra mim e decretei: essa conversa não para por aqui!
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