Às vezes, sinto que estou pela
metade. Onde falta um pedaço importante de mim e eu não lembro onde deixei pela
última vez. Eu tenho o costume de deixar tudo pela metade também, acho que por
influência desse pedaço que me falta. Será? Eu sempre deixo um livro pela
metade, a comida no prato, uma prova, até a tinta do meu cabelo está pela
metade. Eu nunca li o seu poema até o final, nunca. E com você não seria
diferente, também não terminei com você. Deixei que a vida te conservasse
assim, pela metade. Conservando sempre os bons momentos, as melhores rugas de
felicidade e os melhores carinhos. Todos pela metade, porém inteiros de
sinceridade e sentimento. Acho que é isso que me leva a ser inteira, é saber
que há sempre uma outra metade de tudo que é e já foi meu por aí, quiçá me
procurando.
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