segunda-feira, 11 de março de 2013

Nostalgia.

Eu gostava de como eu parava para tirar fotos, gostava quando eu eu tinha os piores almoços do mundo, quando eu era surpreendida, quando eu sentia meu sorriso iluminar, quando eu saía e ia ser feliz. Não que hoje eu não pare para me fotografar ou que eu não seja mais feliz, eu gostava de antes. Agora, eu gostava de antes. Quantas pessoas estavam comigo todos os dias, ou na maior parte do tempo, e hoje nem falam mais comigo? Quantas coisas bobas eu já parei de fazer, por não ter mais quem me desse atenção? Quantas vezes eu me policiei para não chorar e acabei fingindo ser forte? Quantos anos se passaram? Quantas horas? Quantos sonhos partiram e, sem virarem realidade, me partiram ao meio? Quantas, quantos? ... Por mais que se tenha passado o tempo e eu sinta falta de quase tudo que foi feito, eu gosto de como o tempo passa. Gosto de como o tempo me traz novos sorrisos e lágrimas. Gosto de como o tempo me faz parar para refletir sobre o tempo. O meu tempo, o nosso tempo. O tempo que nunca tivemos e sempre foi nosso, o tempo que já se foi.

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