
"O que está acontecendo?" - Eu pergunto pra mim. Mas a resposta eu não sei, digo a mim somente o que quero ouvir e, na maioria das vezes, é uma doce ilusão inventada por mim. Pra me proteger!
"Como eu fui ficar assim?" - Perguntei de novo. E eu respondi que vou piorar, mais 40 graus de mãos geladas, enjoando de pessoas, olhos vermelhos de raiva, delirios e o mesmo diagnóstico: rotina agúda. Nada que um fim de semana não ajuded a aliviar. O meu drama é que eu não sofro só de rotina agúda, eu também amo, faço planos e jogo rascunhos fora.
"Deixe de ser boba!" - Eu gritei pra mim. Deixe de ser boba que nada será mais diferente de algo que eu já vivi. Sempre indo aos mesmos lugares, cortejando as mesmas pessoas e ganhando as mesmas migalhas quem chamam de gratidão e carinho. Mas eu não acredito nisso, minha bengala é mais sólida que qualquer desilusão.
"MENTIRA!" - E deixo os vizinhos ouvirem minha discussão. Você é totalmente sentimental, liga pra tudo que vê e dá valor às coisas erradas! És dependente e nunca destes um passo sem o apoio de alguma emoção. Você fala demais, mistura tudo e ainda é transparente. Nessa hora os vizinhos já sabem de tudo e estão vindo me dar alguns tapinhas nas costas e dizer que tudo vai passar, e que todos passam.
"Cale-se" - Tentei retrucar! Eu não tenho o menor crédito pra falar de mim, sempre querendo ser durona mas que no fundo nunca sequer foi forte. Sempre soube como perder, já dizia eu mesma. E vai ficar pior pois vou falar na tua cara tudo que eu penso de mim.
"Mais baixo, não quero que os outros saibam." - Quis ser fina. Ninguém precisa saber que eu sou uma frágil e vulnerável pessoa, que eu dependo das palavras de alguém pra sorrir o resto da tarde, que eu sonho em ter muitas coisas, que eu faço um futuro quase brilhante pra mim e que eu espero muito de tudo.
"Sem graça!" - Ironizei o que eu disse, eu acabo de falar tudo que eu ia dizer sobre mim. Não há mais espaço, literalmente, não há mais. Não há mais romance, não há mais músicas, não há versos e nem poemas que façam com que eu mude agora.
"Prossiga.." - Interrompi. Vou em frente, agora é um dia após o outro e algum detalhe emotivo que me faça não desistir dessa reta.
Eu sempre digo pra mim o que quero ouvir, sempre. Mas quase nunca eu me faloa verdade, existem suas excessões e eu vou aprender a conviver com elas. Perdi o controle de tudo quando eu abri o jogo comigo, sei que deveria ser mais firme.. mas eu nunca nem fui forte, como poderia aparentar firmeza agora? Preciso de mais um rótulo e qual seria? Preciso me esconder atrás de mais um emblema, mas essa conversa não para por aqui!
às 13:41hs desta quinta.
5 comentários:
Adoro esse teu texto, boa idéia da conversa, hehe..
Você é a cara, mim também!
Sabe como é né... :)
Olá Malu !!!
Um abraço querida.
Paz e bem.
Consegui comentar finalmente kkkkk
Sandra! Que bom te ver por aqui, fico feliz que estejas lendo minhas bobagens.
Paz ;*
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