Um mendigo me ouvir gritar teu nome
ele nunca conheceu esse tipo de fome
Perguntou aos céus: o que é que ele come?
Mas dormiu sem saber se era bicho ou se era homem.
Acordou e me viu sentada, dividindo a mesma calçada
me sacudiu, viu que eu não estava morta só desacordada.
"Essa fome não mata" - pensou ele catando uma lata
se ela sente e não morreu, imagine eu que não sinto nada.
Acontece que antes do meio-dia, já sentíamos o vai-e-vem
as praças sem energia descontavam a raiva em alguém,
e a gente disputando um vazio que não sabíamos de quem.
Olhei para aquela esquina, vi um doce de menina, e mais ninguém.
Estávamos sós
Estávamos famintos
Ambos distintos
E corações com nós.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Enquanto ele trocava a macha do carro, enconstava a sua mão na dela que estava apertando as suas próprias cochas como um sinal de nervosismo. Enquanto ele fingia observar a estrada pelo retrovisor do lado dela, ela fingia se interessar por todas as placas viradas ao contrário que passavam ao lado dele. Antes de chegaram no final da rota que os fazia permanecer juntos e tão próximos, o silêncio os obrigou a indagarem a mesma questão: Preciso te dizer uma coisa! E embaralhando verbos com lembranças eles misturam as frases e confundem as mentes querendo dizer a mesma coisa: Me perdoa, eu te amo.
Talvez, eu tenha deixado de fazer poemas por pensar que eles deveriam ser sempre doces, românticos e agradáveis aos olhos de quem lê. Mas, se quem escreve não se satisfaz, quem se satisfará com o que lê?
Folgue a coleira do seu demônio,
adormeça e deixe-o tocar fogo na casa.
Se ele queimar o seu ultimo neurônio,
peça a ele, em troca, sua asa.
Se ele te negar teu ingênuo pedido,
vira-te as costas e dorme.
Reza um terço fodido,
como quem teme e morre.
15.06.2012
Me sinto como se não soubesse como estou me sentindo. Ora pensativa, ora decidida. Mas sinto que estou seguindo no certo caminho: não se machuque!
Não olho mais para os lados, mas ainda enxergo à frente. Ainda consigo olhar para trás e sorrir. Ainda lembro dos meus medos e os conservo para nunca me ferir. Não posso mais olhar nos olhos de ninguém, não posso mais tocar nos sonhos de ninguém e nem consigo mais fazer planos; tudo isso no caminho que estou seguindo: não se machuque! Eu nem podia escrever, talvez eu cancele esse texto antes de ser publicado ou talvez eu o divulgue e ninguém o dê importância. Mas não me machuque!
Eu ainda sinto as mesmas dores, embora não saiba como estou me sentindo agora. Será que eu estou confusa? Será que me tornei uma pessoa normal? Que decepção.
Me sinto como se não soubesse como estou me sentindo, mas sinto uma ponta de felicidade que fura e atravessa minha mente. Felicidade que dá e passa, como o acender de um fósforo na beira de uma praia. Felicidade que me preenche e me deixa mais vazia a cada vez que passa, a cada vez que me satisfaz. Eu ainda gosto de ouvir as mesmas músicas, ainda quero conhecer os mesmos lugares e viver meus antigos sonhos; só não consigo sonhar mais. Eu ainda choro quando fico nervosa, eu só controlei os meus nervos. Não vamos nos machucar! Será que estou desesperada? Porque tanto medo? Porque tanto receio em errar na mesma coisa?
Não sei como estou me sentindo agora, mas sei como irei me sentir nos próximos longos meses. Com alguns pingos de felicidade manchando os meus dias monótonos.
Não olho mais para os lados, mas ainda enxergo à frente. Ainda consigo olhar para trás e sorrir. Ainda lembro dos meus medos e os conservo para nunca me ferir. Não posso mais olhar nos olhos de ninguém, não posso mais tocar nos sonhos de ninguém e nem consigo mais fazer planos; tudo isso no caminho que estou seguindo: não se machuque! Eu nem podia escrever, talvez eu cancele esse texto antes de ser publicado ou talvez eu o divulgue e ninguém o dê importância. Mas não me machuque!
Eu ainda sinto as mesmas dores, embora não saiba como estou me sentindo agora. Será que eu estou confusa? Será que me tornei uma pessoa normal? Que decepção.
Me sinto como se não soubesse como estou me sentindo, mas sinto uma ponta de felicidade que fura e atravessa minha mente. Felicidade que dá e passa, como o acender de um fósforo na beira de uma praia. Felicidade que me preenche e me deixa mais vazia a cada vez que passa, a cada vez que me satisfaz. Eu ainda gosto de ouvir as mesmas músicas, ainda quero conhecer os mesmos lugares e viver meus antigos sonhos; só não consigo sonhar mais. Eu ainda choro quando fico nervosa, eu só controlei os meus nervos. Não vamos nos machucar! Será que estou desesperada? Porque tanto medo? Porque tanto receio em errar na mesma coisa?
Não sei como estou me sentindo agora, mas sei como irei me sentir nos próximos longos meses. Com alguns pingos de felicidade manchando os meus dias monótonos.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Meu canto de contar contos.

Em uma tarde morna ela brincava com os pássaros de seu pensamento, desafiando-os em querer saber até onde eles iriam se ela os deixassem livres. Ela, sozinha e desprendida da vida, saiu a galopar em seus próprios pés descalços a procura de algum firmamento. Encontrou a areia molhada da beira de um riacho calmo e limpo,
então falou pro rio: - Posso ficar, todos os dias, nessa tua areia fria e confortável até eu repousar meus pensamentos?
E o rio lhe respondeu: - Minha terra fria e aconchegante só serve para consolar a mim, que não posso sair de onde estou e nos dias de calor me resumo à uma poça pequena e triste. Vá, xô xô..
E ela continuou a galopar. Triste, mas com vontade de achar o tal firmamento que a deixaria tão segura de suas ideias e de sua lei. Encontrou passarinho cochilando na sombra de uma laranjeira novinha e logo abriu o sorriso! Pensou "isso sim é firmamento".
E depois de pensar falou: - Passarinho pequenino, posso firmar minha vida no teu ninho? Podes me guardar em tuas asas para que eu viva sempre voando?
Mas o passarinho lhe falou descontente: Eu sou tão pequeno que nem consigo me carregar nesse céu tão imenso. Poderia suportar por um, não por dois, minuto o peso de seus problemas.. mas logo te deixaria no chão para se livrar deles.
Ela continuou na jornada, seguindo, mais consolada. Descobriu que perto de riacho nada dura e que nos céus não habitam problemas. Mas ela ainda tinha um fiapo de esperança de encontrar, enfim, o firmamento que afugentaria sua alma e a deixaria segura.
"Espera aí, você falou 'afugentar minha alma'? Mas pra que eu queria isso? É isso que acontece quando as pessoas dizem que estão felizes com os pés no chão, é isso que é ser seguro?"
E ela nunca mais parou de caminhar e fugir do firmamento...
terça-feira, 8 de novembro de 2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Como arrumar sua banca no ENEM.

1. Antes de tudo, dê um 'Olá' p/ aquelas pessoas que fizeram ENEM com você no ano passado, retrasado. Mas não comentem suas notas, não seja indelicado de perguntar.. afinal, estão refazendo a prova!
2. Dobre o seu documento com foto junto com o seu Cartão de Confirmação de Inscrição e deixe perto da sua garrafinha com água no canto superior da banca.
3. Ponha o seu almoço em cima dos documentos dobrados de forma bem organizada, como quem faz uma fogueira. Digo, o seu chocolate, salgadinho, balas, galetos...
4. Tire as suas 05 canetas pretas da bolsa. Coloque uma prendendo o cabelo, mais uma na orelha (estilo carpinteiro), guarde uma pra ficar mordendo enquanto lê as questões, outra pra responder o Cartão de Respostas, mais uma para os pés ficarem brincando e peça uma caneta emprestada p/ responder suas questões na prova.
5. Leia o Cama Sutra do ENEM. Disponibiliza 209 posições para você usar na sua banca. Pois, se você já percebeu você fica trocando de posição até uma parte do seu corpo ficar dormente, depois outra, depois outra...
Seguiu todos os passos? Muito bem, já deu 16:30hs e você tem que entregar tudo.