quinta-feira, 28 de abril de 2011

21:53hs.

Dia 28 de abril, hoje estou empregada e tenho condições financeiras e mentais para seguir feliz. Não fui demitida por causa das minhas tatuagens e elas não foram o motivo de minha admissão... elas não são meu caráter e nem minha qualificação, não são mais que um estilo meu. Elas são, pra mim, realizações pessoais... momentos de satisfação. Traços cheios de beleza, ego e significados; é isso que elas são e nunca passarão disso. Você, que me julga e expõe seus preconceitos em caras feias; gestos e palavras absurdas, não tem noção de que é a minha pele e que além de não mudar nada em meu interior, também não me faz mal algum. Nunca fui influenciada e nem estou em decadência, muito pelo contrário: estou muito feliz e satisfeita com tudo. Teria as feito antes e as faria depois.
Uma pessoa cheia de marcas, como eu, não se dá ao luxo de decifrar-se ou limitar-se... as marcas sempre fizeram parte de mim. Minhas maiores tristezas e minhas mais intensas alegrias estão marcadas em mim e minhas tatuagens são só mais duas marcas em mim, mas não são eu. Continuo com o mesmo sorriso, ainda falo as mesmas girias, tenho os mesmo sonhos e não deixarei de ser eu por causa de outras cores em minha pele.
Serei sempre filha, neta, sobrinha, irmã, namorada, amiga e mulher independente dos rótulos de meu físico.
Rotule menos, signifique mais.
Essa insustentável inspiração me deixa perdida e confusa com as palavras, mesmo achando que sei controlá-las muito bem a ponto de não usá-las em momentos propícios. Espero escrever tudo que me vem a cabeça, não para vocês baterem palmas e irem embora depois, mas pra deixar guardado o que penso pra que alguém sempre possa ver e pensar como eu nem que seja por uns minutos.



Dor de cabeça [trop], às 20:44.

às 20:30hs.


Não queria tornar forçado o que o meu coração força a dizer sempre:
eu te amo.

Caneta ou lápis?

Lápis: Vulnerável, corrigível e não causa marcas que não possam ser apagadas. Um lápis se dá fim quando a pessoa que o manuseia gasta toda sua munição, o grafite. Podemos, sempre que necessário, apontar o lápis para obter a melhor escrita e deixar as coisas um pouco mais perfeitas. Quando no papel, o risco do lápis é posto, é possível que ele tome outras formas e que possua outros significados com a ajuda de uma borracha. Usar um lápis torna mais confortável algo escrito por alguém indeciso ou alguém que mude rápido de opinião, pois pode aprimorar sempre o trabalho anterior para que se torne o seu mais novo desejo no papel. É sempre bom estar de lápis, pois sempre que houver algo errado ou desagradável pode-se fazer tudo de novo. Várias chances ele proporciona.
Caneta:
Progressiva, incorrigível e causa marcas que não são simples de apagar. Uma caneta tem o seu fim quando a pessoa que a usa acaba com toda a carga dela, independentemente da cor de sua carga. Podemos, sempre que necessário, trocar a carga da caneta para deixar a sua escrita mais marcante e forte quando vê-se que ela está a falhar. Quando no papel, o risco da caneta é posto, é precisamente firme e dificil de ser transformado em outra coisa sem deixar vestigios de um arrependimento. É assim que acontece, não há chances para arrependimentos quando se está de caneta. Mesmo havendo substâncias que passam por cima de seu rastro há sempre sinais de que alguém quis mudar o que fez, e isso fará esse alguém lembrar do que fez primeiro. Deixando-o em alerta para que pense duas vezes. Precisão ela proporciona.

Quando o grafite de um lápis acaba adquire-se outro, o mesmo se aplica com a carga de uma caneta. Sempre em frente, substituindo por novas armas.. a vida é do mesmo modo. Agora, uma questão, com o que você escreve a sua vida?

Com dor de cabeça, às 20:14hs.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Surprise.

Existem 327 maneiras de fazer alguém adormecer.
Uma delas é popularmente conhecida como cafuné. Parece que antes de me conhecer você fez um curso de cafuné, na escola dos cafunés.


Eu sei que você também adora isso e eu amo ter a oportunidade de fazê-lo.
Começo amplo, como se fosse uma coversa com os cabelos, a dialogar com cada um, e a cada um dizer uma coisa importante. Deslizo esse discurso suavemente entre os fios e amplamente, como a reconhecer o território que aliso, sem embaraço nenhum, os dedos misturam-se à seda.


Pois para mim seus cabelos são sedas e ainda que se passe o meio dia da vida e venha repousar no emblema da noite que conduz ao dia eterno, quero enlinhar e desenlinhar meus dedos entre eles.


Depois de percorrer toda a cabeça, encontram um ponto, próximo às raízes e ali, nessa área tão pequena, decidem ficar.

Então, com muito cuidado, as unhas inventam uma coceirinha onde coceirinha não havia e em um milímetro quadrado escavam um pequeno buraco e jogam uma sementinha de sono.
Pelo mesmo lugar, entram os sonhos bons que povoam as noites. O cafuné só acaba quando todos os sonhos já entraram e nenhum ficou pra fora.

Mas aí você já tinha adormecido. Nunca vi um cafuné terminar.

Existem 159 maneiras de descobrir quando alguém sente frio no meio da madrugada.
Lembro de, certa madrugada, você estava muito encolhida, mais que o normal. O travesseiro entre as pernas prendia o edredon e eu fiquei com receio de não conseguir tirá-lo de lá sem acordá-la. Tomei coragem e fiz, ao te cobrir percebi um sorriso inocente, Sim, inocente pois você dormia e com certeza não se lembra desse momento, mas retribuiu com o que de mais puro havia por dentro.

Existem 219 maneiras de fazer alguém despertar.
De manhã a porta se abre, a cama se mexe, o armário se fecha. É hora de partir e, de certo modo, desfazer dias que deveriam se eternizar. Não tenha pena de me acordar, aquela cama é grande demais para mim.



Existe apenas uma maneira de te amar.




Que o meu cafuné sempre te proporcione sorrisos inocentes.

Por: Airton.


segunda-feira, 25 de abril de 2011

Escrevo pequeno para que caiba tudo. Não para doer a vista, mas para tornar interessante a leitura. Por mais que você não queira ler, você sempre para no ultimo ponto que eu uso aqui. Critica, responde e esquece. Talvez minha vida te interesse, talvez ela te pertença, talvez você só não me tira da cabeça. Mas eu vivo! Vivo e escrevo minhas dores, minhas alegrias e minhas crises em alguns dias críticos de minha vida. Você faz pouco caso de cada caso meu, conta pros amigos e sonha com a minha presença. Eu estou na tua vida! Não que eu queira, não que você mereça... é assim quando a gente não quer que seja. Eu vejo, não na televisão; não nos seus olhos, mas nos teus rastros apagados, desesperadamente, com o pé. Eu vejo o que eu fui e o que eu estou sendo. Agora estou dando risadas depois que tudo passou, estou rindo pros anjos me ouvirem e pedindo que eles cuidem de você e que antecipem tua maturidade. Eu não sou madura suficiente para julgar ninguém, e nunca serei. Estou escrevendo pequeno porque, talvez, essa seja a ultima vez que você lê as minhas palavras. Será? Você vai perceber tamanha perda de tempo? Gostaria de saber tais respostas.
Sim! Eu me incomodo, não por mim.. mas porque ninguém é obrigado a ler alguns comentários que me deixam de presente. Não são ofensivos, mas ofendem a mim. Achou que eu estava falando do que? Eu te peguei.
Escrevo pra mim, que mereço algum crédito por viver a minha vida; escrevo pra quem amo, que merece algum crédito por me fazer viva nem que por alguns momentos de uma tarde; escrevo para os mortos, que merecem algum crédito por viverem e darem vida a algo; escrevo para você que está se perguntando se é você mesmo a quem eu estou me referindo. Apenas sorria e mude de página, você talvez possa encontrar alguma banalidade que te faça feliz mesmo que chores por dentro.


Às 20:43.

18:59hs.

Eu te sujo, te limpo. Só eu peço que me fales de coisas que são só nossas, mas eu não posso te calar. A gente brinca, mas não deixa de se levar a sério. Rola medo, aflição e conflito. A nossa intimidade é a nossa maior aliada e os nossos segredos são extintos. A gente comete uma loucura por noite e sorrimos no final de tudo. Confesso ser dependente dos teus derivados: os teus abraços me confortam, tuas pernas me esquentam, tuas palavras me adoçam o dia, tuas ideias me fazem sonhar, teus beijos me prendem e nossa felicidade é fundamental.
Vamos fazer um trato?
Eu faço a sua barba e você pinta as minhas unhas.
Eu olho você dormir e você sonha.
Eu te quero e você se dá.
Só de pensar que demoramos tanto a nos beijar naquela noite de luz, eu chego a ter arrependimentos passageiros. Tão passageiros que nem sinto o rastro deles quando eles passam por mim. Não há arrependimentos quando trata-se de ti.
Alinhar à direita
eu te amo do tamanho de um travesseiro.