segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Espasmos de expectativas.
Ela esperou tanto, olhava tanto a hora passar e ansiava tanto se surpreender com o que sonhava que acabou se casando com o tempo. Ele mostrou a ela que nada seria como ela quisesse, sonhasse ou ansiasse. O tempo mostrou que ela deveria depositar toda a sua fé nele, que nada além dele resolveria os problemas que ele mesmo causou. E ela? Ela aprendeu que não vale a pena depositar tanta expectativa em algo que não demonstra tanta vida a favor dos sonhos dela. Aprendeu também que o tempo vai passar, mesmo que você esteja sofrendo ou se alegrando por aí.. ele nunca falha, ele nunca parar. Ele segue, te segue, te leva; não por onde quiser, mas por onde você fazer merecer.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
19:00hs.
Não se acomode em se incomodar com pequenos grãos de areia entrando em seu sapato, no futuro eles se tornaram pedras.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Começou a faltar gravidade naquele dia, e o que não se amarrava voava até se perder. Declarado estado de calamidade, o que se temia. Ninguém me explicava e eu ficava sem entender. Ouvi dizer que tinha a ver com a grande mudança do universo, uma alteração na dimensão de outro espaço qualquer. Coisa muito difícil pra macaco sabido compreender, e eu que sempre sonhei em voar.. só queria sobreviver. Mas como não sabia o que acontecia, aproveitava e dançava no teto feito Fred Astaire. E o mundo fazia sentido de pernas pro ar, e o mundo visto ao contrário parecia no lugar.Começou a faltar gravidade naquele dia... 

domingo, 25 de setembro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
21:57hs
Ela escrevia cartas. Escrevia cartas porque esperava receber alguma um dia, quem sabe. Ninguém nunca foi capaz de enfiar tanto sofrimento em tão pouco papel, ela foi. Sofria porque não vivia, sofria porque esperava. Não esperava de ninguém, nem de algo.. ela só queria que algo na sua vida acontecesse pra ter sentido algo lá dentro, bem no fundo. Ela continuou escrevendo suas cartas expondo sempre as suas lágrimas nas páginas molhadas e o peso de suas costas na tinta de sua caneta. Mas um dia ela acordou e mesmo sem ter enviado nenhuma de suas cartas triste, recebeu uma resposta. No envelope havia escrito "para aquela que espera não chorar". Era ela, só podia ser pra ela. E dentro desse envelope tinha a felicidade reluzida em um par de olhos e um sorriso fácil. Daí ela largou a caneta e suas folhas perfumadas pra viver, ela viveu tanto que se esqueceu que um dia foi triste e fria. E quem um dia já foi triste e frio se lembra dos seus motivos sempre, e ela começou a esperar novamente. Dessa vez ela esperava dessa felicidade e da vida, continuou esperando como antes. Vai continuar esperando e se insatisfazendo com o que a vida lhe der.
Não sou o Charlie Brown mas sei como é a vida, e ela é isso. Espera, querer mais, esperar, se decepcionar e esperar de novo.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Eu não sei cantar.
onde guardasse meus amores
me livrasse daquelas dores,
e revestisse meu coração.
Eu queria compôr uma canção
que te levasse sempre comigo
começaríamos só como amigos
e abraçaria a tua razão.
Eu queria compôr uma canção
que te deixasse alegre, contente.
Te desse o poder da cura e de ficar doente
e que não precisasse de afinação.
Pois não sei cantar.
Minha voz foge do som
e mesmo que pareça tão bom
eu não consigo agradar.
Eu não sei cantar.
O meu dó-ré-mi é mudo
e eu sou capaz de tudo
para te fazer sonhar.
Eu não vou cantar.
A cortina se fecha
e não fica uma brecha
onde eu possa te espiar.
Pois eu não sei cantar.
