Devo parar de escrever!
segunda-feira, 23 de maio de 2011
13:33hs.
Bem-vindo. Escolha um lugar confortável o bastante para que não se sinta impaciente com tudo que haverá agora. É o momento de você prestar atenção, e mesmo podendo ficar imóvel, você terá que mudar sua posição varias vezes no decorrer desse tempo.
Não sabe o que está acontecendo? Incrível, pois você comprou entradas para o meu show!
Vim falar de coisas, minhas coisas. Vim me queixar da vida e agradecê-la por tudo que já aconteceu. Vim me abrir, mas deixarei trancadas algumas páginas para serem abertas somente mais a frente.
Eu sou mais uma. Só mais uma. Mas, não carrego certas hipocrisias comigo! Eu não quero mudar o mundo, eu não planejo abrir uma ONG e nem ser reconhecida pelas minhas boas ações, não quero ser o primeiro amor de ninguém, não quero ser notada por todos quando passo na rua. Há muitas coisas que não quero, às vezes eu só sei não querer. Tudo que quero é simples de comprar, são coisas que se negociam com gestos. Eu quero um sorriso quando eu estiver pensativa e triste, eu quero um cafuné quando eu estiver chateada, quero chocolate na hora do almoço, quero ser o amor do mundo e, assim como ele, ser indecifrável. Às vezes tenho muito do que reclamar, e por não ter fôlego, eu escolho agradecer as poucas coisas que me vêm às mãos.
Ai ai, parece que eu não tenho um foco também!
Limpe o seu assento, pegue todo o lixo! Agora saia!
Não sabe o que está acontecendo? Incrível, pois você comprou entradas para o meu show!
Vim falar de coisas, minhas coisas. Vim me queixar da vida e agradecê-la por tudo que já aconteceu. Vim me abrir, mas deixarei trancadas algumas páginas para serem abertas somente mais a frente.
Eu sou mais uma. Só mais uma. Mas, não carrego certas hipocrisias comigo! Eu não quero mudar o mundo, eu não planejo abrir uma ONG e nem ser reconhecida pelas minhas boas ações, não quero ser o primeiro amor de ninguém, não quero ser notada por todos quando passo na rua. Há muitas coisas que não quero, às vezes eu só sei não querer. Tudo que quero é simples de comprar, são coisas que se negociam com gestos. Eu quero um sorriso quando eu estiver pensativa e triste, eu quero um cafuné quando eu estiver chateada, quero chocolate na hora do almoço, quero ser o amor do mundo e, assim como ele, ser indecifrável. Às vezes tenho muito do que reclamar, e por não ter fôlego, eu escolho agradecer as poucas coisas que me vêm às mãos.
Ai ai, parece que eu não tenho um foco também!
Limpe o seu assento, pegue todo o lixo! Agora saia!
quarta-feira, 18 de maio de 2011

Tem gente que precisa de coragem para fazer algo memorável, alguns precisam de memórias para levarem a vida menos amarga, muitos precisam de motivos materais para viver, a maioria precisa de aparência para obter sobrevivência, muitos deles precisam de influência para agir, vários são impulsionados pela mídia, eu? eu preciso desse sorriso pra sorrir, dessa gargalhada gostosa e sincera. É, preciso dele e ele anda suprindo todas as minhas necessidades!
from: http://fotolog.com/malumacedo/101090575
terça-feira, 17 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
21:07hs,
Com o passar dos anos, meses, dias, minutos, ares... as pessoas vêm crescendo. Por fora, digo, volume. O volume de pessoas aumenta por mais que tragédias aconteçam em cada beco desse planeta. Não quero falar das tragédias do mundo, quero falar das pessoas e de becos.
Pessoas: São doces, inocentes e amáveis. Acreditam em tudo que uma pessoa, capaz de lhe fazer sorrir, diz e acenam com a cabeça. Pessoas não gostam do bruto, pessoas deixam de lado as ignorâncias do próximo. Sorrindo sempre, as pessoas acham que vão mudar o mundo pra melhor e se julgam capazes de de fazer isso. Pessoas nem suportam CatChup Picante! Pessoas acordam cedo agradecendo o dia e se acham bonitas ao, nesse instante, se olhar no espelho. Dizem pra si mesmas que são vencedoras, felizes e capazes de melhorar as coisas que estão desconsertadas. Vestem branco e são símbolos de paz, vestem amarelo e dão bens aos que se chegam, vestem vermelho e despertam paixões pelos ventos, vestem preto e dão azar... espere, elas não vestem preto! Não andam em lugares muito esquisitos, não criam animais silvestres e falam bem de todos os vizinhos.
Becos: São estreitos, fedidos e umidos. Todo lugar onde não há lugar para estacionar dois carros, um do lado do outro, é beco. E ninguém gosta de becos. Becos são os abrigos de marginais, homens de bem sem bem, cachorros molhados e gargalos de garrafas. Pessoas não andam em becos! Eles são feitos para ensinar, são as salas de aula da vida. Lá ela joga tudo que é ensinamento e você aprende como quer, como em uma aula de matemática. Se você, pessoa, passa por um não sairá do mesmo jeito que entrou. Becos são sujos, brutos e mostram qualquer realidade. Pessoas não gostam de realidades!
Pessoas: Pessoas falam com você no orkut todos os dias.
Becos: Te visitam em casa e comem o que sobrou de ontem contigo.
Pessoas: Depois de andarem por alguns becos, mesmo que sem querer, têm outra visão do que é ser uma pessoa. Na pizza vai CatChup Picante. As cores deixam de ter um significado e passam a ser apenas cores. Pessoas deixam de agradecer pelo ato de viver e se acomodam à vida que não conseguiram melhorar. Elas trabalham, ficam insatisfeitas, sorriem quando dá tempo, cuidam de tudo e deixam tudo fora do controle.
Becos: São apenas becos.
Pessoas: São doces, inocentes e amáveis. Acreditam em tudo que uma pessoa, capaz de lhe fazer sorrir, diz e acenam com a cabeça. Pessoas não gostam do bruto, pessoas deixam de lado as ignorâncias do próximo. Sorrindo sempre, as pessoas acham que vão mudar o mundo pra melhor e se julgam capazes de de fazer isso. Pessoas nem suportam CatChup Picante! Pessoas acordam cedo agradecendo o dia e se acham bonitas ao, nesse instante, se olhar no espelho. Dizem pra si mesmas que são vencedoras, felizes e capazes de melhorar as coisas que estão desconsertadas. Vestem branco e são símbolos de paz, vestem amarelo e dão bens aos que se chegam, vestem vermelho e despertam paixões pelos ventos, vestem preto e dão azar... espere, elas não vestem preto! Não andam em lugares muito esquisitos, não criam animais silvestres e falam bem de todos os vizinhos.
Becos: São estreitos, fedidos e umidos. Todo lugar onde não há lugar para estacionar dois carros, um do lado do outro, é beco. E ninguém gosta de becos. Becos são os abrigos de marginais, homens de bem sem bem, cachorros molhados e gargalos de garrafas. Pessoas não andam em becos! Eles são feitos para ensinar, são as salas de aula da vida. Lá ela joga tudo que é ensinamento e você aprende como quer, como em uma aula de matemática. Se você, pessoa, passa por um não sairá do mesmo jeito que entrou. Becos são sujos, brutos e mostram qualquer realidade. Pessoas não gostam de realidades!
Pessoas: Pessoas falam com você no orkut todos os dias.
Becos: Te visitam em casa e comem o que sobrou de ontem contigo.
Pessoas: Depois de andarem por alguns becos, mesmo que sem querer, têm outra visão do que é ser uma pessoa. Na pizza vai CatChup Picante. As cores deixam de ter um significado e passam a ser apenas cores. Pessoas deixam de agradecer pelo ato de viver e se acomodam à vida que não conseguiram melhorar. Elas trabalham, ficam insatisfeitas, sorriem quando dá tempo, cuidam de tudo e deixam tudo fora do controle.
Becos: São apenas becos.
estou plagiando alguém na nomenclatura de meus textos, mas o que digo vira plágio depois.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
19:19hs.
Eu sempre pensei que se eu caisse tentando fazer algo legal, eu esperaria sarar meus arranhões e tentaria novamente. Sempre insisti em passar de nível no vídeo-game quando eu perdia todas as minhas vidas. Quando eu tinha algo em mente para aquele dia e não acontecia o que eu queria, eu o fazia no dia seguinte sem demora. Costumo, sempre depois que perco, ganhar em dobro.
Um dia: eu estava sem ânimo para ir à minha aula de pintura em tela. Era toda terça-feira de toda, santa, semana. Lá ia eu com meu cavalete cheio de abelhas, as quais eu colecionava, e atravessava a rua segurando a mão da minha empregada. Enquanto Fátima conversava com as mães do meu curso, eu prestava atenção sem a menor vontade e pincelava a tela que havia ganho. Era uma paisagem, uma paisagem de um pôr-do-sol num rio, ao seu redor haviam casas e coqueiros enormes, acho que eram pernambucanos. Havia ma varanda na casa e a linha do horizonte eu aprendia a fazer. Sempre que se pinta uma paisagem tem que detectar a linha do horizonte e fazê-la, tudo ganha vida dali. Quase um mês depois a minha paisagem se encontrava semi-pronta e eu já tinha aprendido a valorizá-la, eu percebia cada suado detalhe que eu havia colocado ali. Sorri ao ver a forma que ela tomou, eu me sentia naquela varanda deitada naquela rede e observando os pássaros fazendo reflexo no rio claro e sem movimento.
Acordei feliz, hoje é terça e eu vou terminar minha tela. O meu pai já havia dito que a queria pra ele, que eu o ia orgulhar e que ele ia pôr a moldura mais simples que encontrasse para que os seus amigos do escritório só percebessem a beleza de minhas pinceladas. Pois é, chegando lá: tudo alagado. Telas, mesas e tintas misturavam-se com o volume da água. Perdi meu trabalho e o orgulho de meu pai, o que eu ansiava tanto. Mas eu tinha uma enorme vontade, a vontade de terminar o que eu havia começado mesmo tendo que REcomeçar. E foi o que fiz.
Tudo sempre tinha um jeito pra mim, e eu era certa disso. Sempre planejei e replanejei a minha vida caso ela nao seguisse o caminho que eu esperava.
Hoje eu amo, e nem sei se tudo isso que eu escrevi tem a ver com esse meu sentimentão. Mas eu amo não só a vida como aquele que me faz viver. Tudo bem, eu aceito ser clichê! Porém eu amo mais, amo acordar de 06:20hs em pleno sábado só pra abrir as portas da minha casa para que você saia pra faculdade, eu amo não fazer nada o dia todo só pra poder te ter toda hora, me sinto mais feliz que qualquer outra pessoa quando você me abraça quando eu ainda durmo e me beija o pescoço, me satisfaço ao ver que você se adapta à minha familia melhor do que eu esperava.. chega a fazer parte dela, gosto de compartilhar meus piores almoços com você, adoro acordar de manhã cedo e ler 2 ou 3 mensagens que você me manda ainda de noite, gosto de ser idiota com você e de falar coisas que ninguém pode ouvir.. coisas que só a gente acha graça.
Confesso um medo: o de acordar tarde no sábado, o de ter a agenda cheia no fim de semana. Tenho medo de ter que apresentar outra pessoa à minha família, o medo de ser séria na maioria do dia e de não ter ninguém pra ouvir meus soluços de choro no meio da noite. Medo de não ter quem cuidar de mim do jeito que eu me acostumei, medo de não ter a quem confessar os meus sonhos, de sentir frio de madrugada, de não ter mais medo.
Eu perdi o contexto, mas não perdi o texto. Tem muita coisa pra ler e só um significado por baixo de tantas virgulas e consoantes: eu não tenho um plano B caso eu perca você.
Um dia: eu estava sem ânimo para ir à minha aula de pintura em tela. Era toda terça-feira de toda, santa, semana. Lá ia eu com meu cavalete cheio de abelhas, as quais eu colecionava, e atravessava a rua segurando a mão da minha empregada. Enquanto Fátima conversava com as mães do meu curso, eu prestava atenção sem a menor vontade e pincelava a tela que havia ganho. Era uma paisagem, uma paisagem de um pôr-do-sol num rio, ao seu redor haviam casas e coqueiros enormes, acho que eram pernambucanos. Havia ma varanda na casa e a linha do horizonte eu aprendia a fazer. Sempre que se pinta uma paisagem tem que detectar a linha do horizonte e fazê-la, tudo ganha vida dali. Quase um mês depois a minha paisagem se encontrava semi-pronta e eu já tinha aprendido a valorizá-la, eu percebia cada suado detalhe que eu havia colocado ali. Sorri ao ver a forma que ela tomou, eu me sentia naquela varanda deitada naquela rede e observando os pássaros fazendo reflexo no rio claro e sem movimento.
Acordei feliz, hoje é terça e eu vou terminar minha tela. O meu pai já havia dito que a queria pra ele, que eu o ia orgulhar e que ele ia pôr a moldura mais simples que encontrasse para que os seus amigos do escritório só percebessem a beleza de minhas pinceladas. Pois é, chegando lá: tudo alagado. Telas, mesas e tintas misturavam-se com o volume da água. Perdi meu trabalho e o orgulho de meu pai, o que eu ansiava tanto. Mas eu tinha uma enorme vontade, a vontade de terminar o que eu havia começado mesmo tendo que REcomeçar. E foi o que fiz.
Tudo sempre tinha um jeito pra mim, e eu era certa disso. Sempre planejei e replanejei a minha vida caso ela nao seguisse o caminho que eu esperava.
Hoje eu amo, e nem sei se tudo isso que eu escrevi tem a ver com esse meu sentimentão. Mas eu amo não só a vida como aquele que me faz viver. Tudo bem, eu aceito ser clichê! Porém eu amo mais, amo acordar de 06:20hs em pleno sábado só pra abrir as portas da minha casa para que você saia pra faculdade, eu amo não fazer nada o dia todo só pra poder te ter toda hora, me sinto mais feliz que qualquer outra pessoa quando você me abraça quando eu ainda durmo e me beija o pescoço, me satisfaço ao ver que você se adapta à minha familia melhor do que eu esperava.. chega a fazer parte dela, gosto de compartilhar meus piores almoços com você, adoro acordar de manhã cedo e ler 2 ou 3 mensagens que você me manda ainda de noite, gosto de ser idiota com você e de falar coisas que ninguém pode ouvir.. coisas que só a gente acha graça.
Confesso um medo: o de acordar tarde no sábado, o de ter a agenda cheia no fim de semana. Tenho medo de ter que apresentar outra pessoa à minha família, o medo de ser séria na maioria do dia e de não ter ninguém pra ouvir meus soluços de choro no meio da noite. Medo de não ter quem cuidar de mim do jeito que eu me acostumei, medo de não ter a quem confessar os meus sonhos, de sentir frio de madrugada, de não ter mais medo.
Eu perdi o contexto, mas não perdi o texto. Tem muita coisa pra ler e só um significado por baixo de tantas virgulas e consoantes: eu não tenho um plano B caso eu perca você.
